
O governo federal encaminhou ao Congresso Nacional um projeto de lei com medidas fiscais e aduaneiras para a realização da Copa do Mundo Feminina de 2027, que será sediada no Brasil. A
proposta foi enviada à Câmara dos Deputados no dia 3 de novembro e faz parte dos compromissos assumidos pelo país para receber o torneio. Na prática, o projeto prevê isenções de impostos
para atividades ligadas à organização da competição. Os benefícios devem atender delegações, confederações esportivas, profissionais envolvidos no evento, árbitras, jogadoras, empresas
prestadoras de serviços e a própria Fifa. O texto também facilita a entrada temporária no país de equipamentos esportivos, médicos e de transmissão utilizados durante a Copa. Economia A
expectativa do governo é que o Mundial impulsione a economia, gerando oportunidades de trabalho e negócios nas cidades que receberão as partidas. De acordo com estimativas da Fundação
Getulio Vargas, a competição pode movimentar cerca de R$ 8,8 bilhões e gerar mais de 70 mil empregos diretos e indiretos. A ideia é que os benefícios se estendam após o torneio, com a
qualificação de profissionais, o fortalecimento de negócios locais e o incentivo à participação de meninas no futebol. O projeto também prevê mecanismos de controle para evitar
irregularidades. A Receita Federal será responsável pela fiscalização, e os beneficiados terão que comprovar que as operações estão diretamente relacionadas aos eventos oficiais da Copa.
O uso indevido das isenções poderá resultar em penalidades. Outro ponto é a possibilidade de destinar equipamentos utilizados durante a competição a projetos esportivos, paradesportivos e
sociais. A estimativa do governo é de uma renúncia fiscal de cerca de R$ 124 milhões entre 2026 e 2028. A proposta agora segue para análise dos parlamentares no Congresso Nacional. Fonte:
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