
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, neste sábado (30), no Rio de Janeiro, que a promoção da cultura seja uma política de Estado. “Se for apenas uma política do governo, qualquer um que
entra pode tirar. Porque tirar as coisas é muito fácil. Consertar é que é difícil", afirmou durante o lançamento da plataforma Tela Brasil, o streaming público e gratuito de audiovisual brasileiro.
"Há uma coisa com a cultura que os ignorantes não gostam: a cultura ensina, a cultura abre a cabeça, abre horizontes e faz a gente enxergar um pouco mais longe, o que antes não era visível para
nós". Lula destacou que o Brasil alcançou a marca de 16 mil Pontos de Cultura, que são projetos financiados pelo Ministério da Cultura e implementados por entidades públicas e não governamentais.
Crítica às privatizações Durante a cerimônia, Lula também fez críticas ao governo de Jair Bolsonaro e à decisão pela privatização da BR Distribuidora, em junho de 2021 e da Liquigás, em novembro de
2020. "O que o povo brasileiro ganhou com a privatização da BR [Distribuidora]? O que que melhorou no posto de gasolina?
A gente tinha comprado uma empresa chamada Liquigás, para controlar o preço do gás dentro da Petrobrás. Eles venderam.
Hoje, a gente não tem controle", disse. De acordo com o presidente, as medidas tomadas pelo governo para conter a subida dos preços dos combustíveis em decorrência da guerra no Irã teriam mais
efeitos caso as distribuidoras não fossem privadas. “Nós isentamos o PIS e Cofins para não aumentar o preço do petróleo e repartimos com os estados para que estes também não aumentassem o ICMS
[Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços]. Mas, a gente não tem uma distribuidora para controlar, porque eles acharam que era bom vender", defendeu. Cooperação com África e América Latina