
Nesta quarta-feira (22), parte dos produtos brasileiros vendidos aos Estados Unidos passa a ser taxada em 25%, resultado de uma decisão unilateral do governo americano, que alega supostas práticas
desleais do Brasil no comércio internacional. Além disso, o governo brasileiro trabalha com a expectativa de uma nova sobretaxa de 12,5%, com a justificativa de que o Brasil, na visão
norte-americana, não impede a importação de produtos vindos de países que adotam o trabalho forçado. No entanto, especialistas ouvidos pela Agência Brasil discordam da avaliação americana e vão além:
o Brasil é referência no combate ao trabalho forçado e formas análogas à escravidão. Nova rodada de taxas A taxa de 25% anunciada no último dia 15 é justificada pelo governo de Washington que alega
que o país falha em combater o desmatamento, a corrupção e utiliza o Pix para prejudicar empresas americanas, entre outras práticas.
O governo brasileiro rejeita as acusações e se dispôs a lançar mão da Lei de Reciprocidade, como forma de resposta à taxação, classificada como “injusta”.
Enquanto a cobrança não começa, o governo dá como certa nova tarifa de 12,5%. Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo na última sexta-feira (17), o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e
Serviços, Márcio Fernando Elias Rosa, declarou que a nova punição deve ser publicada na sexta-feira (24). “Vamos saber se ela será cumulativa ou não.
O Brasil corre risco de ter uma alíquota de 37,5%”, disse ao jornal. Alegação norte-americana A provável nova taxação é fundamentada em um relatório do Escritório do Representante Comercial dos
Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) que investiga 59 países e a União Europeia. O escritório norte-americano aponta que essas economias “falham em impor uma proibição de importação de bens