
A comandante da Guarda Civil Municipal de Vitória (ES), Dayse Barbosa Mattos, de 38 anos, foi morta com cinco tiros na cabeça, na madrugada desta segunda-feira (23) pelo namorado, o policial
rodoviário federal Diego Oliveira de Souza, que se matou em seguida. A vítima deixa uma filha de sete anos. O policial planejou o crime para entrar na casa de Dayse.
Ele usou uma escada para chegar à marquise da casa e, em seguida, usando outros instrumentos, arrombou a porta, surpreendendo a vítima, que dormia. “Ele foi com a finalidade de cometer o feminicídio.
Ele levou os materiais para poder entrar na residência e poder subir na marquise. Tudo indica que ela estava deitada, dormindo, quando ele efetuou os disparos, sem possibilidade de reação”, explicou
o delegado-chefe do Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa, Fabrício Dutra. De acordo com a titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Mulher, delegada Raffaella Aguiar, as
investigações apontam que a guarda tentava romper com o PRF, “um homem considerado possessivo e extremamente controlador”. “Uma mulher forte, uma autoridade, uma Comandante da Guarda Municipal e
sofrer essa violência mais gravosa, que é o feminicídio. Então, essa violência de gênero diz sobre quem é ele”. Seguindo Raffaella Aguiar, as primeiras informações são de que ele não aceitava o fim
do relacionamento. A vítima era uma figura de destaque na segurança pública de Vitória, tendo assumido recentemente o comando da Guarda Civil Municipal.
Segundo o pai de Dayse, Carlos Roberto Teixeira, o relacionamento era conturbado e marcado por episódios de violência, embora não houvesse registros formais anteriores contra o agressor. “Já tirei
ele de cima dela. Uma vez, flagrei ele tentando enforcar a Dayse”, contou. O policial rodoviário federal Diego de Oliveira Souza era lotado em Campos dos Goytacazes, norte fluminense (RJ).