
O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, disse hoje (27), na capital paulista, que o acordo comercial firmado entre o Mercosul e
a União Europeia deve entrar em vigor em maio. Em entrevista a jornalistas, Alckmin disse que sua expectativa é que o acordo seja aprovado pelo Senado Federal nas próximas duas semanas, seguindo
depois para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Nesta semana, o acordo já foi aprovado pela Câmara dos Deputados.
"Agora foi para o Senado e nós temos expectativa de que aprove em uma ou duas semanas. Aprovado no Senado e assinado pelo presidente Lula, teremos uns 60 dias para a vigência. Esse é o plano.
Então, se a gente conseguir resolver em março, até o fim de maio já pode entrar em vigência o acordo”, disse.
Nesta quinta-feira, o Parlamento argentino ratificou o acordo, assim como o Uruguai. União Europeia Nesta sexta-feira, a Comissão Europeia anunciou que o bloco aplicará provisoriamente o acordo de
livre comércio com o Mercosul para garantir que o bloco obtenha a vantagem do pioneirismo. Normalmente, a União Europeia aguarda a aprovação de seus acordos de livre comércio pelos governos do bloco
e pelo Parlamento Europeu. No entanto, os parlamentares, liderados por deputados franceses, votaram no mês passado para contestar o acordo no tribunal superior do bloco, o que pode atrasar sua
implementação total em dois anos. A aprovação pela assembleia da UE continua sendo necessária, mas a UE e o Mercosul podem começar a reduzir tarifas e aplicar outros aspectos comerciais do acordo
antes disso. Salvaguardas Segundo Alckmin, hoje foi encaminhada uma proposta para a Casa Civil para que sejam regulamentadas as salvaguardas previstas no acordo, que são mecanismos que permitem