
Além da MP (Medida Provisória) com auxílio financeiro para os empresários, o governo também aposta em outra frente para combater – ou ao menos mitigar – os efeitos do tarifaço de Donald Trump: novos
acordos comerciais e diversificação de mercados. A intenção do Brasil não é substituir integralmente o mercado americano, algo considerado impossível devido à complexidade das cadeias produtivas e ao
tamanho do mercado consumidor dos EUA, mas diversificar destinos para minimizar os impactos. No documento de apresentação do plano, o governo destacou que o objetivo do Brasil, nesse momento, é
buscar a assinatura de novos acordos comerciais do Mercosul com grandes blocos econômicos ou ampliar os vigentes.
O documento cita, por exemplo, a recente conclusão das negociações do bloco para o acordo de livre comércio com o Efta, grupo de países europeus formado por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein.
O acordo prevê compromisso de liberalização tarifária em setores industriais e agrícolas, respeitando as especificidades de cada mercado.
Outro foco do Brasil, citado no plano, é ampliar a cobertura – hoje bem limitada – do acordo de comércio preferencial da Índia com o Mercosul.