
Dois leilões da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) vão colocar em disputa 326 blocos de exploração e produção de petróleo e gás natural nesta quarta-feira (7).
De acordo com a agência, os leilões são os maiores já realizados. As ofertas incluem 13 áreas no pré-sal e dois setores na Bacia do Ceará, que faz parte da Margem Equatorial, considerada a nova
fronteira de exploração. A concorrência pública será na sede da ANP, no Centro do Rio de Janeiro. A agência, vinculada ao Ministério de Minas e Energia (MME), é o órgão regulador da indústria de
petróleo no país. Pré-sal Às 9h, começa o primeiro leilão, o 4º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha de Produção, que oferece os 13 blocos de exploração no pré-sal, no litoral do Sudeste.
São cinco áreas na Bacia de Campos (Magnetita, Turmalina, Hematita, Larimar e Azurita) e oito na Bacia de Santos (Jade, Aragonita, Cruzeiro do Sul, Opala, Granada, Cerussita, Rubi e Rodocrosita).
Atualmente, o pré-sal ─ que está sob uma espessa camada de sal, que pode chegar a 7 mil metros de profundidade ─ é a principal área de produção no país.
Em setembro, por exemplo, respondeu por 82,6% do petróleo e gás brasileiros. Foram habilitadas 19 empresas licitantes.
Entre elas estão a Petrobras e outras empresas nacionais e multinacionais, como BP (Reino Unido), Chevron (Estados Unidos), Equinor (Noruega), Shell (anglo-holandesa), Sinopec (China) e TotalEnergies
(França). Pela lei, no leilão de partilha, a Petrobras tem o chamado direito de preferência. Isto é, pode escolher se quer ou não ser operadora no bloco exploratório.
Em caso positivo, fica com participação de pelo menos 30% do consórcio vencedor. Trabalhadora no navio-plataforma P-71, instalado no campo de Itapu, no pré-sal da Bacia de Santos.