Após 7 anos, tragédia de Brumadinho será examinada na Justiç...

Era uma sexta-feira, Nayara Porto, então com 27 anos, preparava um pudim para o fim de semana, sobremesa preferida do marido Everton Lopes Ferreira, de 32 anos.

Após colocar o doce no forno, escutou a vizinha conversando com uma tia sobre a “barragem da Vale” que havia rompido, rememora em referência à barragem de rejeitos da Mina Córrego do Feijão, em

Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte (MG) “Eu fiquei um pouco sem entender. Depois ela me chamou e perguntou se meu marido estava em casa.

Eu falei que não estava, estava trabalhando, aí ela foi e me contou o que tinha acontecido”, lembra Nayara em entrevista à jornalista Mara Régia no programa Natureza Viva, da Rádio Nacional, emissora

da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). “Aí foi um desespero total”, recorda Nayara. “Comecei a tentar falar com ele várias vezes, mas o telefone nem chamava mais.

[Depois] fui tentando falar com alguns amigos dele que eu sabia que estavam lá, até que consegui falar com um que correu da lama [de rejeitos], que se salvou por um milagre de Deus.

Ele falou comigo assim: ‘oh Nayara, ora, pede a Deus.’ O armazém que era onde meu marido trabalhava, que era o almoxarifado, foi embora, não havia mais nada lá.” Equipes de resgate durante buscas por

vítimas em Brumadinho - Adriano Machado/Reuters/Direitos reservados 2.557 dias O acidente ou “tragédia-crime”, como classifica a Associação dos Familiares de Vítimas e Atingidos pelo Rompimento da

Barragem da Mina Córrego do Feijão (AVABRUM), ocorreu por volta de 12h30 do dia 25 de janeiro de 2019. Duzentas e setenta e duas pessoas foram mortas.

Passados 2.557 dias neste domingo, ninguém foi responsabilizado criminalmente pelo ocorrido. Sete anos inteiros do episódio, abre-se possibilidade de que 15 pessoas respondam pelo acidente na

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