
Impulsionado pelo crescimento da economia e pela alta do petróleo, o governo federal arrecadou R$ 278,8 bilhões em impostos, contribuições e demais receitas em abril.
É o melhor resultado para o mês desde o início da série histórica, em 1995. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (21) pela Receita Federal e mostram crescimento real de 7,82% em relação a
abril de 2025, descontada a inflação. No acumulado de janeiro a abril, a arrecadação chegou a R$ 1,05 trilhão, alta real de 5,41% na comparação com o mesmo período do ano passado.
Também é o maior valor já registrado para um primeiro quadrimestre desde o início da série histórica. Principais números: Arrecadação em abril: R$ 278,8 bilhões (7,82% acima da inflação);
Arrecadação no ano: R$ 1,05 trilhão (5,41% acima da inflação); IRPJ e CSLL: R$ 64,8 bilhões (7,73%); Receita previdenciária: R$ 62,7 bilhões (4,83%); IR sobre rendimentos de capital: R$
13,2 bilhões (25,45%); Alta da arrecadação do petróleo e gás: R$ 11,4 bilhões (541% em abril). >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp O que puxou Segundo a Receita Federal, o desempenho foi
impulsionado principalmente pelo aumento da arrecadação previdenciária, relacionado ao aumento do trabalho formal.
O crescimento também foi motivado pelo Programa de Integração Social (PIS) e pela Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), ligados ao consumo.
Também contribuíram para a alta o Imposto de Renda sobre aplicações financeiras, reformulado no ano passado, e o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), cujas alíquotas sobre operações cambiais
aumentaram em 2025. Outro fator importante foi a reoneração gradual da folha de pagamentos de alguns setores e da contribuição patronal dos municípios, retomada desde janeiro de 2025.