Ataques a símbolos religiosos reacendem debate sobre intoler...

“Se reabrir, todos morrem”. Era assim que começava o cartaz colado em uma loja de artigos religiosos católicos no centro de Fortaleza na noite em que o lugar foi alvo de um atentado com coquetel

molotov. O ataque aconteceu na madrugada de 9 de setembro. Naquela mesma noite, outros dois estabelecimentos católicos e um da umbanda também tiveram as fachadas incendiadas na capital cearense.  Os

atentados estão sendo investigados pela Polícia Civil, mas no dia seguinte, o Padre Josileudo Queiroz, da Igreja de São José Operário de Caucaia, na região metropolitana de Fortaleza, usou as redes

sociais para classificar o que aconteceu. “Nós vivemos num país onde devemos entender que o país é laico, ou seja, não tem uma religião oficial.

Não é ateu, porque há muitas religiões, há muitas expressões de fé. Isso que aconteceu aqui em Fortaleza e que acontece no Brasil afora se chama crime de intolerância religiosa”.

Os ataques em Fortaleza estão longe de serem os únicos contra símbolos católicos. Um dia antes do ataque no Ceará, em Londrina (PR), a cabeça de uma imagem de Nossa Senhora Aparecida, que ficava em

frente a uma loja de artigos religiosos, foi arrancada. Dois dias depois, em Salvador, o alvo foi a imagem de Nossa Senhora das Graças que foi quebrada.

No dia 22, também em Salvador, a imagem da primeira santa brasileira, a Santa Dulce dos Pobres, foi destruída.

Na última quarta-feira (30), o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Polícia Federal (PF) investigue uma aparente disseminação de ataques a imagens religiosas

católicas pelo país.  Todos os casos de intolerância ocorreram antes da discussão sobre o título de padroeira do Brasil a Nossa Senhora Aparecida entrar na disputa eleitoral.  Denúncias de

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