
Um ato contra o feminicídio marcou na manhã deste domingo (1º) a inauguração, na capital paulista, de um mural de mais de 140 metros em homenagem a Tainara Souza Santos, de 31 anos, vítima de
feminicídio, em novembro de 2025. A obra foi pintada por grafiteiras e artistas visuais. O ato inaugurou também a programação oficial do governo federal em alusão ao Dia Internacional da Mulher,
celebrado em 8 de março. O local do mural, na Marginal Tietê, no Parque Novo Mundo, zona norte da cidade, é o mesmo onde Tainara foi atropelada e arrastada por Douglas Alves da Silva, de 26 anos, em
29 de novembro do ano passado. Após a agressão, a mulher foi internada com ferimentos graves, precisou amputar as duas pernas e morreu em 24 de dezembro, em decorrência das lesões.
Ato faz homenagem à memória de Tainara Souza Santos, de 31 anos, que morreu após ser atropelada e arrastada pelo ex-companheiro em São Paulo - Foto Paulo Pinto/Agência Brasil O ato contou com a
presença de movimentos sociais, sindicais, moradores da comunidade do Parque Novo Mundo e parlamentares.
Participaram também as ministras Márcia Souza, das Mulheres, Marina Silva, do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Sonia Guajajara, dos Povos Indígenas, e o ministro do Desenvolvimento Agrário e
Agricultura Familiar, Paulo Teixeira. “A gente vai olhar para aquele muro pintado pelas grafiteiras e vai dizer: esse é o muro da restauração, da reparação, é o muro da transformação das nossas
vidas, é o muro que vai ficar marcado neste território o que aconteceu como uma lição. Vamos ter a coragem de perguntar para cada menino, para cada menina, para cada jovem, para cada homem, o que
está acontecendo?” disse Márcia Souza. A ministra Marina Silva destacou a quantidade de mulheres assassinadas diariamente e reforçou a necessidade do combate ao feminicídio.