
“Nós estamos cansados!”. O desabafo é da operadora de caixa Fátima Dantas de Souza Alves, que participou, na manhã desta terça-feira (30), de uma manifestação, no Rio de Janeiro, que abriu o Dia
Nacional de Mobilização pela redução da jornada de trabalho e pelo fim da escala 6x1. A mulher negra, de 22 anos, que trabalha em pé, oito horas por dia, diz que o fim da atual escala de trabalho, de
apenas um dia de folga na semana, representaria “diversos alívios”. “Tempo para cuidado físico, mental, da minha casa, da minha família, passar mais tempo com eles.
Hoje eu não tenho tempo de qualidade com a minha família. Não tenho tempo de cuidar da minha saúde”, relatou Fátima, que sonha entrar na faculdade e se tornar professora.
A manifestação da qual a operadora de caixa participou teve a presença de centenas de pessoas, com bandeiras e faixas, que percorreram cerca de 6 quilômetros, incluindo trechos da Avenida Brasil, uma
das principais vias de acesso à região central da capital fluminense. Uma caminhada de quase duas horas.
>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp Jornada em 21 cidades A mobilização faz parte de um dia nacional de jornadas, articulado por organizações como a Central Única dos Trabalhadores (CUT), o
movimento Vida Além do Trabalho (VAT) e as frentes populares Povo Sem Medo e Brasil Popular. Estão previstos para esta terça-feira atos em 21 cidades de 14 estados e no Distrito Federal.
Os ativistas querem pressionar pela tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, que reduz a carga horária semanal de 44 para 40 horas e prevê dois dias de repouso semanal
remunerado, sem qualquer redução salarial. Manifestantes pedem fim da escala 6x1, em ato na capital fluminense - Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil Tramitação da PEC A PEC foi aprovada pela Câmara