
No início, era apenas um som eletrônico montado sobre um carrinho alegórico cruzando as ruas da cidade onde diziam que "não tinha carnaval".
Inspirado nas aparelhagens do Pará, neste sábado (14), o Aparelhinho completa 15 anos consolidado não apenas como um bloco, mas como um movimento de apropriação do carnaval de rua e ressignificação
do espaço público na capital federal. "É puro amor à cidade, às ruas da cidade, às avenidas ocupadas e coloridas; é vontade mesmo de ver o carnaval de rua acontecendo aqui", disse o DJ Rafael Ops, um
dos fundadores do bloco, em entrevista ao programa Espaço Arte da Rádio Nacional FM de Brasília, nesta sexta-feira (13).
"Assim como uma fanfarra que toca sua flauta, seu instrumento pela rua, a gente quer sair empurrando nosso carrinho pela rua também", contou Ops.
Carnaval de rua Bloco Aparelhinho no setor bancário sul, os Djs, Rodrigo Barat (e) e Rafael Ops (d) - Joédson Alves/Agência Brasil O DJ explicou que o primeiro carrinho foi construído na oficina
de marcenaria do Instituto de Artes da Universidade de Brasília (UnB). Na época, era estudante de artes cênicas na UnB e fez o primeiro projeto em parceria com o arquiteto Gustavo Góes.
"Ele não surgiu como um trio elétrico, como um palco, ele surgiu como um objeto empurrável que pode ocupar marquise, túnel, subir em calçada, ele vai para onde a gente imaginar.
Era simplezinho, com quatro caixinhas de som ativas. Chegamos no primeiro ano sem expectativa nenhuma e tivemos um ano maravilhoso.
Já de cara, a cidade amou o projeto e hoje estamos aí completando 15 anos", celebrou. Ao longo dos anos, o carrinho elétrico evoluiu para uma estrutura mais tecnológica e visualmente impactante com