
O Brasil atingiu as metas estabelecidas internacionalmente de eliminação da transmissão da hepatite B de mãe para filho.
Durante evento do Dia Mundial de Luta contra Hepatites Virais, no Rio de Janeiro, o Ministério da Saúde informou que, nos últimos dois anos, menos de 0,1% das crianças com até cinco anos de idade
apresentaram infecção ativa pelo HBV, vírus causador da hepatite B. Com isso, o governo brasileiro solicitou à Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) a certificação internacional de eliminação da
transmissão vertical do vírus. De acordo com o Ministério da Saúde, a prevalência da transmissão de mãe para filhos no país ficou em 0,0111% no ano de 2025, abaixo do limite de 0,1% estabelecido
internacionalmente. Além disso, segundo o Ministério, a cobertura de acompanhamento pré-natal no país superou os 98% entre 2024 e 2025, acima da meta de 95%.
Outra meta é que a vacinação contra o HBV nas primeiras horas de vida atinja pelo menos 90% dos recém-nascidos.
O ministério afirma que, no Brasil, essa cobertura vacinal ficou em 97% em 2024 e em 100% em 2025. A eliminação da transmissão vertical da hepatite B, segundo o governo brasileiro, resulta de ações
como a testagem para hepatite B durante o pré-natal, tratamento antiviral para reduzir o risco de transmissão durante a gravidez quando necessário, vacinação contra o HBV preferencialmente nas
primeiras 12 horas de vida e a administração de imunoglobulina (HBIG) para filhos de mães com hepatite B. “A retomada dos investimentos na atenção primária em saúde foi decisiva para isso.
Sem a atenção primária em saúde forte e, sem a saúde baseada a partir das comunidades, não é possível alcançar a eliminação de doenças infecciosas”, afirmou o ministro Alexandre Padilha.