
O Brasil criticou as novas medidas adotadas pela União Europeia (UE) para restringir as importações de produtos siderúrgicos.
Em nota conjunta, os Ministérios das Relações Exteriores e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) afirmaram que as mudanças reduzem o acesso ao mercado europeu e não representam
uma solução para o excesso de capacidade na indústria mundial do aço. Segundo o governo brasileiro, a UE passou a adotar novas restrições quantitativas para a entrada de produtos siderúrgicos e
elevou as tarifas cobradas sobre importações que ultrapassarem as cotas estabelecidas. Na avaliação brasileira, as medidas atingem a maior parte dos parceiros comerciais do bloco e ampliam as
barreiras às exportações, mesmo após o fim do sistema de salvaguardas criado em 2018. O Brasil também afirmou que é afetado pelo excesso de produção mundial de aço e continuará defendendo soluções
multilaterais para o problema em fóruns internacionais. A nota acrescenta que restringir o comércio de países que não são responsáveis pela sobreoferta global não resolve a questão e pode provocar
uma escalada de medidas de defesa comercial. O governo informou ainda que não houve acordo com a União Europeia sobre compensações pelas novas tarifas, conforme previsto no Artigo XXVIII do Acordo
Geral sobre Tarifas Aduaneiras e Comércio (GATT). Segundo o Executivo, o novo sistema de cotas é uma medida unilateral e não pode ser considerado uma compensação ao Brasil.
Apesar das divergências, o governo afirmou que continuará negociando com a União Europeia para buscar uma solução considerada aceitável para ambas as partes.
>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp Novas regras A Comissão Europeia anunciou que o volume de aço que poderá entrar no bloco sem pagar tarifas será reduzido em 47%, passando para 18,3