
Brasil e Suriname vão iniciar negociações, a partir do segundo semestre, para ampliar o acordo de comércio entre os dois países e estimular novas oportunidades de negócios.
A aproximação foi um dos focos do encontro bilateral entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente surinamesa, Jennifer Geerlings-Simons, ocorrido nesta quinta-feira (28), em Brasília.
Eleita no ano passado e com mandato até 2030, Simons é a primeira mulher a presidir o país vizinho. "Nosso comércio ainda é muito pequeno e concentrado em poucos produtos.
Em 2025, foi de apenas 55 milhões de dólares, ou seja, quase nada. O único acordo comercial que temos é extremamente restrito.
Com esta visita, conseguimos aprovar termos de referência para aumentar os fluxos entre Brasil e Suriname", afirmou Lula em declaração conjunta à imprensa, no Palácio do Itamaraty.
O comércio bilateral inclui maquinários, material elétrico, produtos da indústria química e commodities, e quase a totalidade é composta por exportações brasileiras.
Segundo Lula, as negociações devem ampliar as medidas de facilitação do comércio e incluir novos setores.
A programação da delegação do Suriname em Brasília prevê uma reunião empresarial de representantes de entidades brasileiras com empresas e representantes do setor produtivo surinamês, das áreas de
energia, logística, transporte, agropecuária e comunicações. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp Petróleo e minerais críticos Nos últimos anos, o Suriname descobriu gigantescas reservas de
petróleo offshore, na região conhecida como Bacia da Guiana, no Oceano Atlântico, o que deve impulsionar a economia do país nos próximos anos.