Brasil propõe pacto regional contra feminicídio no Mercosul

O governo federal propôs nesta sexta-feira (22) a criação de um pacto regional contra o feminicídio no Mercosul, inspirado no modelo brasileiro de articulação entre os Três Poderes.

A iniciativa foi apresentada pela ministra das Mulheres, Márcia Lopes, durante a 26ª Reunião de Ministras e Altas Autoridades da Mulher do Mercosul (RMAAM), em Assunção, capital do Paraguai.

Segundo a ministra, a proposta prevê cooperação entre os países do bloco para fortalecer políticas de prevenção da violência, proteção e ampliação do acesso à justiça.

“É um compromisso político entre todos os Estados-partes e associados do Mercosul para atuar de forma coordenada e cooperativa, respeitadas suas soberanias, competências e marcos jurídicos nacionais,

para enfrentar o feminicídio como prioridade regional”, disse Márcia Lopes. O Uruguai apoiou a proposta e garantiu que dará continuidade ao debate durante sua presidência do Mercosul.

A Argentina, por sua vez, informou que ainda realizará consultas internas sobre o tema. Além do pacto regional, o governo brasileiro apresentou medidas relacionadas à regulamentação das plataformas

digitais e ao enfrentamento da violência contra mulheres nos ambientes virtuais. “O Brasil sai na frente com os decretos anunciados pelo presidente Lula nesta semana, voltados às mulheres e a todos

os mecanismos para uma regulamentação importante das plataformas digitais”, disse a ministra. O país também apresentou ao governo paraguaio os resultados dos primeiros 100 dias do Pacto Brasil contra

o Feminicídio. Segundo o Ministério das Mulheres, a iniciativa permitiu a prisão de 6,3 mil agressores, a redução do prazo de análise de medidas protetivas de 16 para até três dias e o monitoramento

de mais de 6,5 mil mulheres por dispositivos eletrônicos. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp Cooperação A ministra da Mulher do Paraguai, Alicia Pomata, defendeu a ampliação da cooperação

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