Café tem alta significativa nas bolsas internacionais nesta terça-feira (6) e arábica sobe quase 4% na Bolsa de Nova York No Brasil, os indicadores refletem ganhos expressivos, mesmo com a queda do
dólar. A terça-feira (6) foi marcada por um aumento acentuado nos preços do café na Bolsa de Nova York, com as principais cotações subindo mais de 1000 pontos, o que representa um incremento superior
a 3%. O contrato com vencimento em março encerrou o dia a 373,85 cents de dólar por libra-peso, enquanto os contratos para maio e julho atingiram 353,05 cents/lb e 344,55 cents/lb, respectivamente.
O clima no Brasil contribuiu para os fortes ganhos do arábica no mercado futuro americano, uma vez que preocupações com adversidades climáticas ameaçam o potencial da safra.
As cotações alcançaram seus níveis mais altos em quatro semanas. Segundo informações do portal Barchart, “a precipitação abaixo da média no Brasil, o maior produtor mundial de arábica, está
sustentando os preços do café”. A Climatempo reportou que Minas Gerais, a principal região produtora, registrou 47,9 mm de chuva na semana encerrada em 2 de janeiro, representando apenas 67% da média
histórica. As previsões para janeiro indicam chuvas irregulares, o que pode impactar ainda mais a produção.
Outro fator que tem incentivado as cotações do café na Bolsa de Nova York, conforme análise de especialistas, é a desvalorização do dólar em relação ao real.
A queda da moeda americana torna o café brasileiro menos competitivo no mercado internacional, favorecendo os ganhos tanto na bolsa norte-americana quanto na Bolsa de Londres.
Nesta terça-feira, os futuros do robusta também subiram, com um aumento superior a 2% entre os principais contratos.