
A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição, registrou nesta terça-feira (13) o endereço eletrônico do canal Exército do Lula, no aplicativo de mensagens WhatsApp, junto
ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A formalização do canal, que já soma mais de 4 milhões de inscritos, foi realizada pouco depois de o presidente do TSE, ministro Kássio Nunes Marques, ter
condicionado a manutenção do canal no ar ao seu registro junto à Justiça Eleitoral. O registro dos canais de comunicação com o eleitor é uma obrigação das campanhas oficiais.
O canal Exército do Lula, contudo, é administrado pelo deputado reeleito André Janones (Rede-MG). Após registrar o canal junto ao Núcleo de Gerenciamento de Sistemas e Dados Partidários (NGDAP), do
TSE, a coligação Brasil Pronto pra Mais, de apoio a Lula, ressalvou que fez o procedimento para atender à decisão de Nunes Marques, embora isso não signifique que a campanha do candidato tenha
assumido a administração do canal. Em sua decisão, Nunes Marques destacou que, mesmo com o registro junto ao TSE, o canal só deve voltar a publicar depois de 48 horas, prazo estipulado em norma
eleitoral para canais oficiais de campanha. Nesta terça (13), o presidente do TSE determinou pela segunda vez a retirada do ar do canal, alegando a falta de registro como motivo.
A decisão foi tomada em processo administrativo, que não precisa passar pelo crivo do plenário da Corte Eleitoral. Em entrevista a jornalistas na saída do Palácio do Planalto, após reunião com Lula,
o deputado André Janones disse que todas as decisões judiciais serão cumpridas. Entenda O canal Exército do Lula foi alvo de uma disputa de liminares (decisões provisórias) nos últimos dias.
O próprio Nunes Marques havia determinado, no último sábado (10), a suspensão total do canal. Ele acolheu um pedido da campanha do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL), adversário de Lula no segundo