
A Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), em sua 24ª edição, terá um novo espaço dedicado integralmente à cultura caiçara com a estreia da Casa Paraty.
O espaço receberá mestres populares, coletivos de jovens, artistas quilombolas, grupos infantis e tradições orais locais, durante o festival literário que ocorre de 22 a 26 de julho.
A partir das vivências do território e dos saberes tradicionais, o espaço pretende articular a memória e a produção criativa das novas gerações.
A proposta contempla ainda a valorização da produção cultural da população de Paraty, por meio da música popular, da ciranda caiçara, do hip hop, do audiovisual, entre outras manifestações.
Coordenadora e uma das idealizadoras do espaço, Gabriela Marsico ressalta a importância do elo entre as gerações de um território. “Acredito que memória, identidade e pertencimento são inseparáveis.
Uma cultura viva não se sustenta apenas preservando o passado, mas criando condições para que novas gerações possam se reconhecer nessas histórias e, ao mesmo tempo, produzir novas narrativas.” Um
dos destaques da programação será a participação, no sábado (25), às 22h, dos Cirandeiros de Paraty, fundamentais na construção da proposta artística da Casa.
Eles reafirmam a força da ciranda como manifestação coletiva, ligada à memória oral, ao convívio comunitário e aos modos de vida tradicionais da Costa Verde.
Segundo a curadora do espaço, Vanda Mota, o princípio que orientou a construção da programação foi harmonizar a produção cultural local em seus ritmos com o calendário de eventos de Paraty.
“Sendo a Flip o maior dos eventos culturais da cidade, é fundamental que a cultura local possa se apresentar com sua maturidade e seus processos para esse público.” Além de uma programação com