Catadoras de mangaba resistem à especulação imobiliária em A...

Um dos principais ícones culturais e ambientais de Sergipe, a mangaba se tornou, nos últimos anos, símbolo de resistência nas comunidades extrativistas que dependem da proteção de seus territórios

para garantir o sustento de dezenas de famílias e um modo de vida totalmente integrado à natureza. Em Aracaju, algumas das últimas remanescentes de mangabeiras concentram-se na região sul da cidade,

o epicentro da zona de expansão urbana, e seguem sofrendo forte pressão imobiliária que ameaça especialmente a autonomia econômica e social de mulheres que vivem da coleta, a chamada "cata", e do

manejo do fruto. "A gente está rodeado de uma selva de pedra. Eu me sinto guardando um tesouro da humanidade", desabafa a presidente da Associação das Catadoras e Catadores de Mangaba Padre Luiz

Lemper (ACCMPLL), Maria Eliene Santos. A entidade é a principal organização política e comunitária das famílias extrativistas da capital sergipana e ajuda a orientar a produção, a preservar os

conhecimentos tradicionais e a fazer a interlocução com o Poder Público. Esse trabalho rendeu à associação o primeiro lugar na categoria Povos e Comunidades Tradicionais do Prêmio Guardiãs da

Sociobiodiversidade, concedido pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), no ano passado.

Ao todo, foram destinados R$ 45 mil à associação, que investiu na realização de oficinas e estudos para fortalecer o beneficiamento da mangaba e o turismo de base comunitária na região, com apoio de

instituições como a Universidade Federal do Sergipe (UFS) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

  Maria Eliene Santos preside a Associação de Catadoras e Catadores de Mangaba Padre Luiz Lemper, vencedora do Prêmio Guardiãs da Sociobiodiversidade na categoria Povos e Comunidades Tradicionais -

Leia a Matéria Completa