Os partidos do chamado centrão, que reúne coligações da direita tradicional, tentam derrubar a transição de 60 dias para iniciar a implementação da proposta de emenda à Constituição (PEC) que acaba
com a escala 6x1 no Brasil e reduz a jornada de trabalho das atuais 44 horas para 40 horas semanais. Um outro destaque para limitar a extensão do fim da escala 6x1 foi retirado após acordo.
A sessão da Comissão Especial que trata do assunto na Câmara dos Deputados começou na manhã desta quarta-feira (27).
Os parlamentares debatem ainda quatro destaques que tentam mudar o texto do relator, deputado Leo Prates (Republicanos-BA).
O bloco partidário que reúne União, PP, PSD, Republicanos, MDB, PSDB-Cidadania e Podemos apresentou quatro destaques, mas aceitou retirar um deles após acordo para que todos possam falar durante a
sessão. Há mais de 30 deputados inscritos. Dois destaques apresentados pelo centrão preveem a exclusão da regra de transição proposta pelo relator, que estabelece a entrada em vigor do fim da escala
6x1, assim como a redução da jornada de 44 para 42 horas, em 60 dias após a promulgação da proposta. A redução para as 40 horas está prevista para ocorrer 14 meses após a publicação do texto no
Diário Oficial. O pedido de supressão da regra de transição ocorre após o relator Leo Prates não acolher as emendas apresentadas por mais de 170 parlamentares do centrão e da oposição que pretendiam
estabelecer uma regra de transição de 10 anos a partir da promulgação da Emenda Constitucional. Destaque retirado Um dos destaques apresentados pelo centrão foi retirado, no início da sessão, após
acordo com o presidente da Comissão, deputado Alencar Santana (PT-SP). O destaque pedia a exclusão dos dois dias de repouso obrigatório por semana para os casos em que, por Lei, sejam estabelecidos