
A fragilidade do acordo de cessar-fogo anunciado pelos Estados Unidos (EUA) e Irã, em meio a manutenção de grande mobilização de tropas estadunidenses no Oriente Médio, sugere que a trégua temporária
serve para o Pentágono se preparar para um novo ataque massivo contra o Irã. A avaliação é de especialistas em geopolítica e questões militares consultados pela Agência Brasil. O diretor do
Instituto de Altos Estudos de Geopolítica, Segurança e Conflitos (GSEC), Rodolfo Queiroz Laterza, disse que o cessar-fogo, na forma como foi desenhado, sugere que a trégua é uma forma de Trump ganhar
tempo. “Estamos vendo é uma pausa operacional para finalidades de possível reabastecimento de munições e das unidades da Força Aérea norte-americana para um bombardeio massivo e/ou também um
desembarque terrestre. Esse cessar-fogo é bastante precário”, disse o historiador de conflitos armados.
>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp O especialista em geopolítica destaca que a movimentação de aeronaves na região é “colossal”, com cerca de 500 aviões dos EUA em operação, cerca de um
quarto da frota aérea militar do país. Rodolfo ainda vê uma logística “crescente” e a brigada da artilharia de Washington mobilizada. “Isso não indica paralisia ou acordo.
Os EUA têm um padrão para se retirar dos conflitos. Eles promovem uma operação de bombardeio massivo, para gerar uma verdadeira terra arrasada, declaram vitória e se retiram.
Isso aconteceu antes, no Vietnã do Norte, em 1972”, explica Laterza. A centésima onda de ataques do Irã, informada nesta quarta-feira (8), contra 25 alvos em Israel e outros países do Oriente Médio,
incluindo a Arábia Saudita, reforça a fragilidade desse cessar-fogo, avaliou o diretor do GSEC. O cientista político e especialista em geopolítica Ali Ramos destacou que os EUA têm uma capacidade de