
A CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo) avaliou positivamente as medidas emergenciais anunciadas pelo governo federal no Plano Brasil Soberano, mas destacou a
necessidade de políticas estruturais para garantir a estabilidade e competitividade do setor produtivo no longo prazo.
O pacote foi divulgado em 13 de agosto como resposta ao aumento unilateral de até 50% nas tarifas de importação de produtos brasileiros pelos Estados Unidos, em decisão anunciada no dia 6 de agosto.
O plano, estruturado em três eixos — fortalecimento do setor produtivo, proteção ao emprego e diplomacia comercial —, inclui medidas como: Linha de crédito de R$ 30 bilhões no Fundo Garantidor de
Exportações (FGE); Prorrogação do Regime de Drawback; Diferimento de tributos federais; Programa de compras públicas de alimentos.
Em nota, a CNC reconheceu que as ações podem mitigar os efeitos imediatos da queda nas exportações, mas alerta que, diante da fragilidade das contas públicas, as medidas devem ser vistas como
paliativas. “A CNC entende que a solução definitiva para reduzir os riscos nos fluxos de comércio exterior de médio e longo prazos passa necessariamente pela diversificação de mercados, pelo