Combate à violência sexual contra crianças e adolescentes é ...

Brasília sediou até esta quinta-feira (21) o III Congresso Brasileiro de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes, realizado pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania

(MDHC). O debate reuniu especialistas, gestores e sociedade civil no debate de estratégias de proteção à infância e à adolescência.

O evento integra a campanha nacional “Faça Bonito”, principal mobilização do Maio Laranja que marca o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes em 18 de maio,

instituído pela Lei Federal 9.970/2000. A data é em memória da menina Araceli Cabrera Crespo, assassinada brutalmente aos 8 anos, após desaparecer na saída da escola no Espírito Santo, em 1973.

Para o secretário executivo da Coalizão Brasileira pelo Fim da Violência contra Crianças e Adolescentes, Lucas Lopes, a escola tem papel fundamental na prevenção a esse tipo de abuso contra a

infância e, por isso, precisa de suporte da segurança pública e do conselho tutelar. “A escola ainda é o equipamento público onde a gente consegue ter o maior ponto de contato entre o Estado

brasileiro e as crianças e adolescentes. Então, investir na prevenção na escola é a nossa melhor aposta”, disse ele, em conversa com a Agência Brasil.

Veja os principais trechos da entrevista: Lucas Lopes diz que a escola tem papel central no debate - Marcelo Camargo/Agência Brasil Agência Brasil: Qual a orientação aos familiares para proteger suas

crianças e identificar sinais de abuso? Lucas Lopes: Comece olhando para a criança, ouvindo e nunca duvidando dela.

Então, na relação pais e filhos, muitas vezes acontece que a narrativa da criança é colocada em xeque: "Ah, será que foi isso? Será que foi dessa forma?". O estrago que isso vai ter será devastador.

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