
O eclipse lunar total, que deixa a Lua com um tom avermelhado, fenômeno conhecido como Lua de Sangue, começou nesta terça-feira (3) às 5h44, horário de Brasília, e completou suas fases entre 8h04 e
9h02, quando a Lua já teria se posto no território nacional. O fenômeno ocorre quando a Terra se posiciona entre o Sol e a Lua, na qual projeta sua sombra.
Quando a Lua entra inteiramente na parte mais escura da sombra terrestre, conhecida como umbra, é que o satélite ganha a coloração avermelhada.
Esse alinhamento dos três corpos celestes, Sol, Terra e Lua, entretanto, só ocorre durante a lua cheia.
O eclipse lunar total tem quatro fases: Eclipse Penumbral, quando a Lua entra na penumbra da Terra, resultando em um escurecimento sutil e quase imperceptível a olho nu; Eclipse Parcial, quando a
umbra (sombra escura) da Terra começa a cobrir o disco lunar, criando um efeito de mordida na Lua e tornando o fenômeno visível; Início da Totalidade, em que a Lua inteira está imersa na umbra da
Terra e adquire uma coloração avermelhada, conhecida como Lua de Sangue devido à refração da luz solar na atmosfera terrestre; e o Máximo do Eclipse, quando a Lua está mais escura, em seguida a
sombra começa a se afastar, finalizando a fase vermelha e iniciando a saída da umbra. O último eclipse lunar total foi visto no Brasil em 14 de março de 2025.
No Brasil, a Lua de Sangue apenas foi vista na Região Norte, segundo o diretor do Observatório do Valongo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Thiago Signorini Gonçalves.
A totalidade do fenômeno pôde ser apreciada nas Ilhas do Pacífico. “No Brasil, infelizmente, não. Mas quem estava na Região Norte, se o tempo estava bom, conseguiu ver, pelo menos, a Lua bastante