
O Jardim Botânico do Rio de Janeiro e a comunidade do Horto Florestal assinaram nesta segunda-feira (13) um acordo coletivo que coloca fim a uma disputa de mais de quatro décadas pela posse dos
terrenos onde vivem 621 famílias. Pelo acordo, a comunidade terá direito de permanecer na área, que pertence ao parque, mediante alguns compromissos, como o de não aumentar as residências.
"A gente deixou de ter uma espada apontada para o nosso pescoço. É muito raro uma casa no Horto que não tem um idoso e, para essas pessoas, poder dormir sem o fantasma da reintegração de posse é
indescritível. Agora a gente pretende estreitar a relação com o parque porque o que não falta é envolvimento com o meio ambiente no horto", comemorou o Presidente da Associação de Moradores e Amigos
do Horto (Amahor), Fabio Dutra. O acordo vem sendo costurado desde 2023, quando a Secretaria-Geral da Presidência da República criou um Grupo Técnico de Trabalho que recomendou a permanência das
famílias em áreas onde não há risco. Com isso, as ações de reintegração de posse vigentes na Justiça foram suspensas e deram espaço às negociações. O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da
República, Márcio Macêdo, ressaltou o empenho de diversas instituições que trabalharam com o governo federal em prol do acordo, como o Poder Judiciário, Ministério Público Público, Defensoria Pública