Conflito no Oriente pode elevar exportações de combustível d...

O agravamento das tensões no Oriente Médio pode trazer efeitos mistos para o comércio exterior brasileiro, com possível aumento nas exportações de combustíveis e impacto temporário negativo nas

vendas de alimentos. A avaliação é do diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), Herlon Brandão.

Em entrevista nesta quinta-feira (5) para comentar dados da balança comercial, Brandão afirmou que conflitos na região costumam pressionar o preço do petróleo no mercado internacional, o que tende a

beneficiar o Brasil, que é exportador líquido do produto. “O Brasil é um exportador líquido de petróleo e, na medida em que o preço do petróleo suba, o saldo do comércio de combustíveis tende a

aumentar”, disse o diretor do Mdic. Por outro lado, Brandão destacou que países do Oriente Médio são importantes compradores de alimentos brasileiros, como carne de frango, milho, açúcar e produtos

halal (produzidos conforme as normas islâmicas). Segundo o diretor, um eventual impacto negativo nas vendas desses produtos deve ser temporário.

“A demanda por alimentos nesses países não vai desaparecer. Os fluxos tendem a se normalizar”, afirmou.

De acordo com dados do Mdic, cerca de 32% das exportações brasileiras de milho têm como destino o Oriente Médio.

A participação chega a 30% no caso da carne de aves, 17% para o açúcar e 7% para a carne bovina. Estados Unidos Os números da balança comercial também mostram mudanças importantes no comércio do

Brasil com os principais parceiros. As exportações brasileiras para os Estados Unidos somaram US$ 2,523 bilhões em fevereiro, queda de 20,3% em relação ao mesmo mês do ano passado.

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