
O Serviço de Imigração e Alfândega (ICE, na sigla em inglês) dos Estados Unidos está no centro dos mais de mil protestos que tomaram as ruas dos Estados Unidos (EUA) nos últimos dias.
Os atos são uma reação da sociedade à ação dos agentes da imigração que resultou no assassinato da estadunidense Renee Nicole Good, morta a tiros no último dia 7 de janeiro por funcionários do ICE.
Criada em março de 2003 no contexto da invasão do Iraque, a agência uniu os antigos serviços de alfândega e imigração dos EUA com a missão de combater a imigração ilegal que ameaçaria a segurança do
país. ICE em números Agentes do ICE em Minneapolis. - REUTERS/Seth Herald/Proibida reprodução Na atual administração de Donald Trump, o orçamento do ICE triplicou, chegando a US$ 29,9 bilhões ao ano,
segundo cálculos da Conselho Americano de Imigração, que fornece apoio a imigrantes nos EUA. O valor destinado a fiscalização e deportação de imigrantes supera as Forças Armadas de quase todas as
nações do mundo, com exceção de 16 países, segundo dados de despesas militares da SIPRI Fact Sheet, referência mundial no tema.
A instituição ainda contratou mais 12 mil agentes no primeiro ano do governo Trump, chegando a 22 mil policiais, aumento de 120% em relação ao efetivo anterior.
Outros US$ 45 bilhões foram destinados à construção de centros de detenção para imigrantes. “Isso representa um aumento de 265% no orçamento anual do ICE para detenção.
É um orçamento 62% maior do que todo o sistema prisional federal”, afirma o Conselho Americano de Imigração.
A agora poderosa agência de imigração dos EUA é responsável por cumprir uma das principais promessas de campanha de Trump: a de deportar, em média, 1 milhão de imigrantes sem documentos por ano.