
Duas consultas públicas continuam abertas até o dia 11 de novembro para que a população possa opinar sobre a incorporação à rede pública de vacinas que ampliam a proteção contra a bactéria
responsável pela pneumonia, o pneumococo. A bactéria está associada a doenças graves, como a meningite pneumocócica.
Os grupos mais vulneráveis às infecções são crianças de até cinco anos e pessoas com 19 condições clínicas que afetam a imunidade, entre elas o diabetes, o câncer e o HIV.
Pacientes transplantados também entram no grupo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil está entre os 15 países com maior incidência de infecções causadas por pneumococo, que são a
maior causa de mortalidade infantil e que poderiam ser prevenidas por imunização. No Brasil, o pneumococo é o principal responsável pelos casos de meningite bacteriana, por exemplo, infecção que
costuma levar à hospitalização, associada à letalidade de 30%, além do risco de sequelas neurológicas graves, tais como dificuldades motoras, perda auditiva e paralisia cerebral.
Nos pacientes com câncer, as pneumonias bacterianas são a principal causa de morte aos portadores de leucemias agudas, por exemplo.