
As contas externas do país registraram saldo negativo em 2025, chegando a US$ 68,791 bilhões, informou o Banco Central (BC) nesta segunda-feira (26).
O valor representa 3,02% do Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país), o que, segundo o BC, é similar ao resultado do ano anterior considerando a magnitude da
economia brasileira. Em 2024, o déficit foi de US$ 66,168 bilhões (3,03% do PIB) nas transações correntes, que são as compras e vendas de mercadorias e serviços e transferências de renda com outros
países. De acordo com o chefe do Departamento de Estatísticas do BC, Fernando Rocha, as transações correntes têm cenário bastante robusto e vinham com tendência de aumento no déficit até fevereiro de
2025, com a expansão da demanda interna, mas se estabilizaram até novembro, com redução em dezembro. É o maior déficit para o ano desde 2014, quando chegou a US$ 110,5 bilhões.
Ainda assim, segundo Rocha, o déficit externo está financiado por capitais de longo prazo, principalmente pelos investimentos diretos no país, que têm fluxos e estoque de boa qualidade.
Os investimentos diretos no país (IDP) somaram US$ 77,676 bilhões em 2025. “Isso reafirma uma situação de contas externas bastante sólidas”, afirmou o chefe do Departamento de Estatísticas do BC.
Rocha destacou ainda que a corrente comercial do país aumentou em 2025, com recorde em exportações e importações, o que mostra a maior integração do país na economia internacional.
Com isso, houve uma “ligeira redução” no supéravit comercial, de US$ 5,9 bilhões. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp O resultado foi compensado parcialmente pela redução de US$ 2,2 bilhões
no déficit em serviços e pelo aumento de US$ 1 bilhão no superávit de renda secundária. Já o déficit em renda primária (pagamento de juros e lucros e dividendos de empresas) manteve-se no patamar