
Aproximar o debate das mudanças climáticas da população mais afetada pelo problema, justamente aquela que vive às margens: em favelas, nas comunidades periféricas, nos territórios rurais e nas
aldeias, é a proposta da COP das Baixadas, uma articulação de diferentes organizações que busca pautar a questão ambiental mais emergente da atualidade, o aquecimento global, no cotidiano das
periferias. Durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), em Belém, coletivos da sociedade civil trouxeram à tona uma agenda de atividades sobre questões locais que
nem sempre estão no centro do debate global sobre o problema. "Na COP oficial, eles chegam ao local para falar de clima, mas o mais afetado pelos efeitos do clima não entra nessa conversa.
Foi a partir dessa constatação que surgiu a ideia de criar a COP das Baixadas", explica Guydo Kithara.
Ele e o irmão, Jean Ferreira, o Jean do Gueto, são cofundadores do Gueto Hub, espaço permanente de formação e mobilização sociocultural do bairro Jurunas, uma das maiores comunidades de Belém, às
margens do Rio Guamá. Biblioteca comunitária, galeria e café Gueto Hub, no bairro Jurunas, periferia de Belém - Foto Tânia Rêgo/Agência Brasil Para incidir no debate mundial sobre o clima durante a