
O corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Vilas Bôas Cuêva, derrubou neste domingo (11) a decisão do presidente da Corte, Kassio Nunes Marques, que suspendeu o canal “Exército do Lula”, criado
no WhatsApp para postagens de apoios ao candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Neste sábado (10), Vilas Bôas Cuêva, relator do processo, pediu que o presidenciável apresente
informações complementares, mas não determinou a suspensão do canal. Antes da decisão de Kassio, a legalidade do canal “Exército do Lula” já estava judicializada no TSE.
A campanha do candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) ajuizou uma ação para cassar o mandato de Janones, além de solicitar a suspensão do canal.
A decisão final será discutida pelo plenário do TSE. Suspensão Mais cedo, Kassio Nunes Marques determinou a suspensão do canal, que conta com mais de 3,4 milhões de pessoas. O ministro atendeu ao
pedido de suspensão protocolado pela campanha de Bolsonaro, que alegou que o canal foi criado para disseminar desinformação sobre o cancelamento do Programa Bolsa Família, redução do valor de
aposentadorias, entre outros casos. No entendimento de Kassio, o canal é responsável pela replicação de conteúdos que já foram considerados “inverídicos” pelo tribunal, como a afirmação de que Flávio
seria favorável à retirada do título de Nossa Senhora Aparecida de padroeira do Brasil, além de afirmar que o candidato reduzirá aposentadorias se for eleito.
O criador do canal, deputado federal reeleito André Janones (Rede-MG), criticou a decisão do TSE. “A censura já começou”, declarou Janones nesta tarde, em um vídeo nas redes sociais.
Segundo Janones, o canal “Exército do Lula” foi criado para mobilizar e orientar eleitores durante o segundo turno das eleições presidenciais, que será disputado no dia 25, último domingo do mês,