
A Corte de Cassação da Itália decidiu, nesta quarta-feira (1º), que o julgamento que mandou extraditar a ex-deputada federal Carla Zambelli ao Brasil deve ser refeito.
Com isso, fica anulada a decisão que mandou extraditar Zambelli, que segue como foragida da Justiça brasileira.
O advogado de Zambelli no Brasil, Fábio Pagnozzi, informou à Agência Brasil que a Corte de Cassação, a mais alta instância do Judiciário italiano, entendeu que houve “vícios” no julgamento que mandou
extraditar a ex-deputada, realizado no Tribunal de Roma. “A Corte de Cassação então entendeu que haveria vícios no julgamento e pediu então que se julgasse novamente em uma outra turma.
Uma vitória para a defesa”, disse Pagnozzi. Zambelli foi condenada à extradição ao Brasil pela 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Roma, tendo recorrido à Corte de Cassação.
A Corte superior italiana já havia negado um primeiro pedido de extradição relacionado à condenação de Zambelli pela invasão ao sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ocorrido em
2023. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp A decisão favorável a Zambelli levou à soltura da ex-deputada por São Paulo, até então presa na Itália.
Nesta quarta-feira, a Corte de Cassação analisou o pedido de extradição ligado a outro crime da ex-parlamentar, que levou à condenação de Zambelli a cinco anos e três meses de prisão por porte ilegal
de arma de fogo e constrangimento ilegal com emprego de arma de fogo. Zambelli foi condenada por perseguir, com arma de fogo, o jornalista Luan Araújo às vésperas do segundo turno das eleições de
2022. A perseguição começou após ex-deputada e Luan trocarem provocações. “Agora, vai para uma outra Turma [do Tribunal de Roma] para que se julgue novamente o processo da arma [de fogo].