Crise institucional prejudica debate eleitoral, avaliam enti...

A menos de um mês do primeiro turno das eleições de 2026, a escalada da crise político-institucional ofuscou o debate sobre as propostas de campanha e os problemas estruturais brasileiros.

Para entidades da sociedade civil ouvidas pela Agência Brasil, ao extrapolarem o Supremo Tribunal Federal (STF) e envolverem outras instituições, as disputas entre ministros da Corte dominaram o

noticiário, as redes sociais e as conversas cotidianas, desviando o foco dos desafios nacionais. “O debate eleitoral está prejudicado porque, no primeiro plano, as atenções estão todas voltadas para

os reflexos da atual crise institucional do Poder Judiciário”, reconheceu a presidenta da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Samira de Castro.

Presidenta da Fenaj, Samira de Castro diz que atenções estão voltadas para crise no Poder Judiciário - Foto: Geraldo Magela/Agência Senado Para a presidenta da Sociedade Brasileira para o Progresso

da Ciência (SBPC), Francilene Garcia, a agenda pré-eleitoral foi tomada por temas que a sociedade não escolheu e que deveriam ser debatidos em conjunto com propostas de mudanças estruturais que

estimulem o desenvolvimento nacional. “Há uma lacuna imensa em relação a outros temas fundamentais que deveriam estar no centro do debate político-eleitoral, como a ciência, que depende de regras

estáveis, orçamento previsível e atenção. É como se [devido à proximidade das eleições] o país fosse obrigado a escolher entre discutir a integridade das instituições ou um projeto mais amplo de

desenvolvimento nacional, quando estes dois temas fazem parte da mesma agenda”, comentou Francilene. Presidente da SBPC, Francilene Garcia vê lacuna em relação a temas que deveriam estar no centro do

debate político-eleitoral, como a ciência - Foto: SBPC/Divulgação Os entrevistados concordam que os fatos vindos à tona a partir dos desdobramentos da Operação Compliance Zero, cuja primeira fase foi

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