Cuba estuda movimentação militar dos EUA diante de ameaças d...

Diante das ameaças de Donald Trump de “tomar Cuba”, o governo em Havana tem estudado a movimentação militar dos Estados Unidos (EUA) na região. O embaixador cubano José R.

Cabañas Rodríguez destacou que a invasão da ilha é uma possibilidade para a qual o país se preparou.    “Os que precisam analisar a iminência, ou não, da invasão fazem o seu trabalho, se estuda

constantemente o movimento das forças militares, sabemos que a guerra hoje pode ser liberada à distância”, disse o diretor do Centro de Investigações de Política Internacional (Cipi), em Havana.

Cabañas destacou à Agência Brasil que o risco de uma ação militar dos EUA está presente em Cuba desde o triunfo da Revolução, em 1959, e que sempre ressurge quando os EUA percebem um momento de

fragilidade econômica que possa oferecer uma chance de sucesso “É uma possibilidade para a qual Cuba historicamente se preparou, e entendemos aqui que a chave para enfrentar tal situação é a unidade

do povo”, completou, lembrando da invasão da Praia Girón, em 1961, apoiada pelos EUA e vencida pelas forças leais a Fidel Castro.

   O diplomata Cabañas atuou como representante de Havana em Washington a partir de 2012, tendo sido o primeiro embaixador de Cuba nos EUA durante governo de Barack Obama. Invasão iminente?

O também professor de relações internacionais José Cabañas lembrou que, em muitos momentos, a invasão de Cuba parecia iminente, como quando os EUA invadiram a ilha de Granada, em 1983, ou durante a

invasão dos EUA no Panamá, em 1989. “No ano de 1989, houve uma grande mobilização de forças militares nas proximidades de Cuba.

Algumas pessoas pensavam que a invasão contra Cuba era iminente”, comentou. Cabañas destacou o agravante que, no caso de Cuba, os estadunidenses não precisariam se deslocar até a ilha.

Leia a Matéria Completa