
O governo de Havana rebateu as acusações recentes dos Estados Unidos (EUA) de que os dirigentes da ilha usam as empresas estatais para enriquecer.
Em nota, Cuba afirma que o modelo do Grupo de Administração de Empresas (Gaesa) foi construído para enfrentar a guerra econômica movida por Washington contra a ilha. “Seu objetivo sempre foi reunir
empresas com capacidade de gerar divisas e recursos que o Estado necessita para manter e desenvolver as conquistas sociais e contribuir para a promoção de setores e ramos da vida nacional”, diz
comunicado publicado nessa terça-feira (2). Havana cita os serviços prestados pela Gaesa, como a construção de mais de 10 mil residências, além de investimentos em educação infantil, para construir
a termelétrica de Holguín, obras hidráulicas e as transposições de água que “beneficiaram milhões de cubanos”, além de servir para “sustentar a economia cubana durante os anos da pandemia de
Covid-19”. “A Gaesa não é uma estrutura opaca, nem paralela ao Estado cubano; pelo contrário, tem sido uma resposta articulada e de comprovada eficácia contra o bloqueio econômico que historicamente
tentou sufocar a Revolução Cubana”, diz o comunicado oficial. Havana condena as acusações dos EUA, que teriam o objetivo de “confundir tanto o nosso povo quanto a opinião pública internacional”.
Ainda segundo o governo liderado por Miguel Diaz-Canel, a nova investida contra a Gaesa busca afastar atores estrangeiros que realizam negócios com as empresas do grupo.
“O objetivo deliberado é isolar o país diplomática, comercial, financeira e energeticamente; minar a sustentabilidade da nação; condicionar o diálogo; e considerar opções de agressão militar.
Precisam construir e consolidar uma narrativa de descrédito reputacional contra todas as instituições que sustentam o nosso projeto social”, conclui o comunicado.