
A Secretaria da Administração Penitenciária de São Paulo (SAP) informou nesta terça-feira (28) ao Supremo Tribunal Federal
(STF) que a cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos, conhecida como Débora do Batom, não violou a tornozeleira
eletrônica. O esclarecimento foi enviado ao Supremo após o ministro Alexandre de Moraes solicitar explicações sobre falhas
de sinal do equipamento. Segundo a secretaria, as ocorrências da perda momentânea de sinal são inerentes à tecnologia de
monitoramento eletrônico. "No caso em análise, não foi expedido por este serviço qualquer ofício comunicando violação por
parte da monitorada, uma vez que os eventos registrados decorreram exclusivamente de oscilações do sinal GNSS [GPS]",
afirmou o órgão. Débora foi condenada a 14 anos de prisão por participar dos atos golpistas de 2023 e pichar a frase
"Perdeu, mané" na estátua A Justiça, localizada em frente ao edifício-sede do Supremo, com um batom. Desde março do ano
passado, Débora cumpre prisão domiciliar em Paulínia, São Paulo, onde reside.
Ela é monitorada por tornozeleira eletrônica, não pode usar redes sociais e ter contato com outros investigados.