
Uma doença de pele que atinge não só a pele. Mas o sono, a saúde mental e até a autoestima dos pacientes. Em manifestações crônicas, a coceira gera feridas que deixam a pele sensível ao menor toque.
De tecido a água, tudo dói. Essa é a realidade de muitos pacientes que convivem com a dermatite atópica - uma doença inflamatória e crônica cujo principal sintoma é a coceira, muitas vezes, extrema.
A estudante de medicina Clara Emery, 23 anos, conta que já teve de tomar antibiótico para evitar que as feridas na pele - que ficava em carne viva - infeccionassem.
Nas manifestações mais severas, as dores eram intensas. Deitar na cama, encostar no travesseiro e até tomar banho eram motivo de sofrimento.
“Tive muitas crises de choro por não saber o que fazer”, conta a jovem que tem a doença desde pequena. “Minha mãe fala que assim que eu saí da barriga, eu já tinha dermatite atópica.
Eu me lembro vividamente da minha infância, a evolução da doença, os vários fatores que a desencadeavam. Foi muito angustiante conviver com essa doença”.
A dermatite atópica costuma atacar regiões de dobras, como atrás dos joelhos, nos cotovelos e no pescoço.
Em Clara, a doença se manifesta também ao redor dos olhos, na face e em regiões onde há mais fricção, como nas mãos. Entre os gatilhos da doença, ela cita desde alimentos até fatores ambientais como
sol, grama, suor, fungos e ácaros. “Qualquer objeto de pelúcia, tapete, cachorro e gato. Eu sentia como se tivesse alergia ao mundo.
Além disso, períodos de estresse na infância, na adolescência e no início da faculdade exacerbavam muito a alergia”, relata a estudante lembrando que passou por momentos de isolamento social, com