DF tira parte da área da Serrinha do Paranoá de plano para s...

A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, anunciou nesta quarta-feira (1º) a retirada de parte da área da Serrinha do Paranoá da lista de imóveis públicos que serão dados como garantia de

empréstimos para salvar o Banco de Brasília (BRB).   A medida tinha sido proposta por Ibaneis Rocha, ex-governador que deixou o cargo nesta semana e foi substituído por Celina, até então

vice-governadora. O uso dos imóveis também tinha sido aprovado pela Câmara Legislativa do DF.  A inclusão da Serrinha na lista de imóveis que seriam vendidos para cobrir o rombo do banco público,

envolvido nas fraudes do Banco Master, foi criticada por ambientalistas, acadêmicos, integrantes de entidades civis e moradores da região.  Localizada entre as regiões administrativas do Varjão e do

Paranoá, a Serrinha é um extenso trecho de cerrado nativo que abriga 119 minas d’ água que contribuem para abastecer o Lago Paranoá, manancial estratégico de onde é captada parte da água fornecida à

população do DF.   De acordo com a assessoria do governo do DF,  uma parte da área de proteção ambiental localizada na Serrinha será desvinculada da proposta para assegurar a preservação da região,

“considerada sensível e de grande relevância ecológica”. A governadora também determinou que a Secretaria de Meio Ambiente adote providências para criar o Parque da Serrinha, “garantindo a destinação

definitiva da área para conservação e uso sustentável”.  Porém, a área de proteção a ser retirada da proposta e transformada em parque não foi informada.

Entenda o caso  Em março, a Justiça Federal já havia proibido o GDF de vender a área ambiental como medida de socorro ao BRB.

A decisão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) apontou risco de subavaliação de áreas.

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