
Esta segunda-feira (25) marca o Dia da África, continente com o qual o Brasil tem intensificado as relações no atual governo de Luiz Inácio Lula da Silva.
O movimento faz parte de um esforço para diversificar os parceiros comerciais, além de reforçar laços culturais, diplomáticos, científicos e históricos com os africanos. Lula fez sete viagens à
África na atual gestão, sendo duas à África do Sul, além de Angola, São Tomé e Príncipe, Egito, Etiópia e Moçambique.
Nos últimos três anos, o Brasil tem firmado acordos com países africanos em áreas como agricultura, aviação civil, defesa, saúde, educação, turismo, entre outros. Pelo outro lado, Lula recebeu neste
mandato, em Brasília, seis chefes de Estado africanos, entre eles, o presidente Patrice Talon, do Benim, Bola Tinubu, da Nigéria, e João Lourenço, de Angola, resultando na assinatura de acordos e
memorandos de entendimento. Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante encontro com o presidente da República da África do Sul, Cyril Ramaphosa.
- Ricardo Stuckert/PR Relações históricas O Brasil foi o país que mais recebeu africanos escravizados, cerca de 4,8 milhões dos 12 milhões de seres humanos sequestrados do continente africano entre
os séculos 16 e 19. A ligação entre Brasil e Angola no período colonial era tão intensa que, quando Dom Pedro I declarou independência, a elite comercial que vivia em Luanda e Benguela, cidades
portuárias controlada pelos portugueses, passou a defender a anexação de Angola ao Brasil recém-independente. Buscando estreitar as relações com Angola para além do petróleo e do agro, o Ministério
da Cultura do Brasil assinou acordos com Angola, em abril deste ano, para integrar arquivos históricos sobre a escravidão nos dois países, além de cooperação maior na cultura e nas artes. O