
O Dia Mundial da Bicicleta, comemorado nesta quarta-feira (3), envolve não só uma definição de importância do veículo como meio de transporte sustentável, mas também preocupação com relação à
infraestrutura cicloviária para a cidade do Rio de Janeiro. A avaliação é da professora Andrea Santos, do Programa de Engenharia de Transportes do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e
Pesquisa de Engenharia (Coppe), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Um dos pontos de pesquisa do programa é a necessidade de investimentos na expansão e adequação da malha cicloviária.
“E isso perpassa pela questão da segurança no uso da bicicleta. A gente sabe que para o avanço da malha cicloviária, como se trata de um meio de transporte muito importante, a questão da segurança
tem uma série de vulnerabilidades na cidade do Rio de Janeiro”, indicou Andrea. Professora Andrea Santos critica falta de investimento em ciclovias na periferia da capital - Carol Ornelles/Ascom
Coppe Algumas críticas estão relacionadas à equidade, justiça climática, ao plano de mobilidade urbana sustentável do Rio e ao plano de expansão cicloviária.
“O que, enfim, em termos de política pública, vem sendo pensado para promover esse meio de transporte?”, indagou.
Segundo Andrea Santos, na prática, ainda se vê uma série de deficiências, como expansão lenta e com algumas falhas de planejamento urbano.
A especialista também criticou, em relação à justiça e equidade, por exemplo, que a priorização das ciclovias é para a área nobre da capital.
“Isso fica muito alinhado para turismo e para as classes A e B do Rio de Janeiro”. Para Andrea, falta investimento adequado para as áreas mais periféricas, para outras regiões que precisam de mais