
No meio da Avenida Presidente Vargas, uma das principais do centro do Rio de Janeiro, o monumento em homenagem ao líder negro Zumbi dos Palmares amanheceu nesta quinta-feira (20) cercado de
manifestações populares, como música e dança. O local é um dos pontos mais tradicionais da celebração do Dia da Consciência Negra.
Em meio às atrações e discursos de ativistas e personalidades do movimento negro, um enorme buffet vendia pratos da culinária afro-brasileira.
O ponto de venda era uma expressão do que a empreendedora Carol Paixão chama de “economia preta”. O conceito, também conhecido como black money (em inglês, dinheiro negro), consiste em um movimento
socioeconômico de fazer o capital girar dentro da comunidade negra. “É uma economia que bebe da africanidade”, diz a empreendedora à Agência Brasil.
“A gente está falando de uma economia que visa à população preta, que visa empregar mais pessoas pretas”, completa ela, em meio a pratos da África do Sul e Moçambique, além da feijoada brasileira.
Manifestações populares no centro do Rio de Janeiro no Dia da Consciência Negra. Na foto, Cortejo da Tia Ciata - Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil Carol é responsável pelo Império Kush,