Dia Nacional do Orgulho Lésbico é celebrado nesta quarta-fei...

O Dia Nacional do Orgulho Lésbico é celebrado nesta quarta-feira (19). A data foi instituída com o objetivo de combater a lesbofobia – o preconceito, a rejeição ou o ódio contra mulheres lésbicas –,

a violência com base em orientação sexual e identidade de gênero e também pela luta para conquistar direitos.

A iniciativa homenageia a mobilização do dia 19 de agosto de 1983, no Ferro’s Bar, no centro de São Paulo, quando mulheres lésbicas se recusaram a aceitar a discriminação e a violência dentro de um

espaço e se levantaram contra a censura e a tentativa de silenciamento no local. Neste dia, há 43 anos, a administração do espaço proibiu a venda e circulação do boletim Chana com Chana, produzida

pelo Grupo Ação Lésbica Feminista (Galf) – coletivo que existiu de 1981 a 1990. O chamado Levante do Ferro’s Bar tornou-se um marco da resistência lésbica brasileira por liberdade de expressão e

direitos.   Esta foi a primeira manifestação organizada por lésbicas contra a discriminação, realizada em plena ditadura militar.

Elas também reivindicaram o direito civil de existir, falar, circular e se organizar. Entre as protagonistas da ocupação do espaço estava a ativista brasileira Rosely Roth (1959-1990 - imagem em

destaque), considerada uma das pioneiras do movimento lésbico brasileiro. Resistência lésbica A publicação Chana com Chana foi o primeiro periódico brasileiro voltado exclusivamente para o público

lésbico, criado em janeiro de 1981, em São Paulo. Ao todo foram publicadas 13 edições até 1987. O boletim da imprensa alternativa trazia em suas páginas entrevistas e textos focados em política,

artes e na luta por diretos civis de lésbicas, pela visibilidade da população LGBTQIAPN+ (lésbicas, gays, bissexuais, transgêneros/travestis, queer, intersexo, assexuais, pansexuais, não-binários, o

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