
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu afastar do cargo nesta quarta-feira (4) o prefeito de Macapá, Dr. Furlan, e seu vice, Mario Neto, pelo prazo inicial de 60 dias.
Os dois são investigados por suspeita de desvio de recursos federais destinados à construção do Hospital Geral Municipal. A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quarta (4) a segunda fase da Operação
Paroxismo, em que cumpre 13 mandados de busca e apreensão em Macapá, Belém e Natal. Ao justificar o afastamento das funções públicas, Dino escreveu que “a permanência dos investigados nos cargos
lhes assegura acesso a documentos, sistemas e bases de dados relevantes para a elucidação dos fatos, criando ambiente propício à supressão, manipulação ou ocultação de elementos probatórios”. O
ministro afirmou ainda que ambos podem voltar a cometer crimes se permanecerem à frente dos processos licitatórios da prefeitura. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp Em relatório, a PF
afirmou haver “indícios contundentes de comprometimento da competitividade” na licitação que resultou na contratação da empresa Santa Rita Engenharia Ltda.
O contrato foi firmado por cerca de R$ 70 bilhões. Entre os indícios de fraude está o fato de a proposta apresentada pela empresa ser praticamente idêntica ao orçamento feito pela própria prefeitura
a título de levantamento de mercado. Para a PF, isso indica que a empresa teve acesso prévio aos critérios para a aprovação na licitação. Uma vez firmado o contrato, teve início “uma sistemática e
anômala movimentação de recursos em espécie” pelos sócios da empresa, descreveu a PF. Ao todo, foram feitos 42 saques por Rodrigo Moreira, um dos sócios, no valor de R$ 7,4 milhões, enquanto Fabrizio
Gonçalves fez 17 saques, somando R$ 2,4 milhões. “A análise da cronologia e dos valores evidencia que tais operações ocorreram logo após os repasses contratuais feitos pelo Município de Macapá à