Dino cita Master e determina revisão de regras da CVM

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou neste domingo (20) que o governo federal promova a avaliação técnica e reapreciação das regras normativas da Comissão de Valores

Mobiliários (CVM), órgão responsável pela fiscalização do mercado de capitais. O prazo para cumprimento da decisão é de 90 dias.  A CVM é uma autarquia federal que regula, fiscaliza e desenvolve o

mercado de capitais no país. A decisão foi proferida na ação na qual Dino já determinou que a União elabore um plano emergencial para reestruturar o trabalho de fiscalização da Comissão.  Na nova

decisão, Dino citou falhas apontadas pela Transparência Internacional, que enviou ao Supremo informações que mostram fragilidades nos controles internos da CVM e que podem comprometer a independência

funcional do órgão. Dino disse que há indícios do arquivamento de denúncias sem a realização de diligências mínimas e citou um caso encaminhado em 2022,  que antecipava com "elevado grau de

detalhamento" as irregularidades encontradas posteriormente no Banco Master.  A decisão também relata o descumprimento de regras da Controladoria-Geral da União (CGU) para evitar a exposição de

pessoas que denunciam irregularidades. Lavagem de dinheiro Segundo o ministro, uma resolução aprovada em 2022 pela CVM permitiu a formação de estruturas de investimentos em múltiplas camadas, sem

limitação de teto. A modalidade ocorre quando um fundo de investimento investe em outro fundo. De acordo com Dino, a norma permitiu uma "permissividade sistêmica" e pode favorecer a lavagem de

dinheiro. "Trata-se de matéria com repercussões diretas sobre a transparência das operações, a identificação dos beneficiários econômicos e a efetividade dos mecanismos de supervisão do mercado",

afirmou.  Fiscalização  O caso CVM chegou ao Supremo em março de 2025, quando o partido Novo entrou com uma ação no Supremo para contestar o pagamento da taxa de fiscalização do órgão.  A legenda

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