
O filme Feito Pipa foi escolhido para representar o Brasil na disputa por uma indicação ao prêmio de Melhor Filme Internacional no Oscar 2027.
Com direção de Allan Deberton e roteiro de André Araújo, o longa conta a história de Gugu, um menino de 11 anos criado pela avó materna, Dilma.
Quando ela adoece, ele faz de tudo para evitar ter que ir morar com o pai. A Agência Brasil conversou com o diretor sobre a obra e a expectativa para o Oscar.
O filme aborda temas como identidade de gênero, preconceito, a relação entre avó e neto e, de certa forma, a finitude. O que você quis mostrar e o que quer que fique para o espectador?
Eu gostaria que o espectador encontrasse no filme um lugar de conexão com histórias que, no final das contas, eu acho que são íntimas de todos nós. Porque todos nós convivemos com os nossos avós.
E as avós são essas figuras de segundas-mães, de pessoas que cuidam, que bajulam, que criam. E a história do Feito Pipa, ela surgiu de um olhar do roteirista, que é o André Araújo, para uma relação
com essa criação por mulheres. Ele foi criado pela avó, foi criado por tias, assim como eu também fui em boa parte da minha infância. Eu tive uma presença muito grande da minha avó.
E o nosso personagem Gugu é um personagem muito autêntico, que tem toda uma forma colorida de ver o mundo, de se posicionar, ele gosta de dançar, mas também quer ser jogador de futebol.
E ele vive num mundo muito feliz com a sua avó até que percebe que ela está com sinais de Alzheimer. Então, imagine para uma criança de quase 11 anos, morando sozinho com a avó, ter que lidar com uma
experiência de chegada dessa doença, que é uma doença muito triste, né? Então gera ali uma angústia, comoção, um lugar de atitude que esse personagem precisa ter, até porque dentro desse cenário, ele