
O governo informou, nesta terça-feira (14), medidas adicionais que serão tomadas para conter a alta dos preços dos combustíveis, em razão do agravamento mais recente do conflito no Oriente Médio que
tem afetado o mercado de petróleo em todo o mundo. De acordo com os ministérios da Fazenda, Minas e Energia e Orçamento, além da Secretaria Nacional do Consumidor, serão publicados três decretos
para regulamentar a subvenção ao diesel e ao GLP, o gás de cozinha. O primeiro está voltado às distribuidoras beneficiadas pelos subsídios, que deverão informar, semanalmente, sua margem de lucro à
Agência Nacional do Petróleo (ANP). Outra medida diz respeito a procedimentos e prazos que terão de ser cumpridos pelos estados que aderirem a proposta do governo de subsídio ao diesel. Na avaliação
do governo, as medidas adotadas até o momento já tiveram um impacto positivo. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp O ministro interno da Fazenda, Rogério Ceron, ressaltou o diálogo feito com
os governadores para dar uma resposta à crise. “Os preços estão estabilizados e os suprimentos estão garantidos. A oferta está 25% acima da demanda.
O povo pode ficar tranquilo porque não faltará combustíveis e os preços ficarão estáveis”, afirmou Ceron. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, salientou a importância das medidas para
impedir que distribuidores comercializem combustíveis subsidiados sem apresentar as margens de lucro semanalmente à ANP. “A população será fiscal nesse momento”, disse Silveira. O Secretário
Nacional do Consumidor, Ricardo Morishita Wada, destacou que 8.226 postos de combustíveis foram fiscalizados nas operações recentes e 378 investigações foram abertas contra distribuidoras. “Quem
aumentou preços apesar dos recursos públicos, já está sendo monitorado. Dessa forma, evitaremos abusos”, afirmou. O ministro interno da Fazenda, Rogério Ceron, ressaltou o diálogo feito com os