
A cerimônia de abertura da 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Espécies Migratórias de Animais Silvestres (COP15), em Campo Grande (MS), foi marcada, na manhã desta segunda-feira (23), pela
diversidade de oradores e apresentações das comunidades tradicionais. Além de autoridades governamentais e do secretariado das Nações Unidas, representantes da sociedade civil e cientistas também
discursaram sobre as expectativas para os trabalhos até o dia 29. A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, abriu a cerimônia com um discurso de boas-vindas, no qual reafirmou que
a união entre os países é capaz de promover avanços na proteção de espécies contempladas nos anexos da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS, na sigla em
inglês), bem como fortalecer ações transversais em temas como conectividade ecológica e mudança do clima.
“Nos próximos dias, teremos a oportunidade de lançar uma mensagem clara ao mundo: se trabalharmos juntos, é possível conciliar desenvolvimento e conservação; é possível gerar riqueza sem destruir o
patrimônio natural que nos sustenta, promovendo assim um novo ciclo de prosperidade”, destacou. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp Ministra Marina Silva, durante cerimônia de abertura da
convenção de espécies migratórias COP15 Brasil Pantanal. Foto: Rafa Neddermeyer/ Agência Brasil A secretária-executiva da CMS, Amy Fraenkel, reforçou a necessidade de agir a respeito dos números
apresentados pelo último relatório sobre espécies migratórias, divulgado na COP14, que demonstram um aumento das populações em declínio para 49% das espécies protegidas pelo tratado internacional.
Amy Fraenkel também apontou avanços com a recuperação das populações de tartaruga-verde e outras espécies alcançadas por ações como a criação de sistemas de áreas protegidas, bem conectadas e