
Editoras independentes e livrarias de rua tomaram rumos diferentes de grandes conglomerados e desenvolveram estratégias para garantir a qualidade das publicações e driblar os desafios econômicos do
mercado editorial e livreiro no país. Incluindo as empresas de maior porte, o setor gera ao menos 70 mil empregos diretos no país, segundo levantamento da Câmara Brasileira do Livro (CBL).
Profissionais ouvidos pela Agência Brasil apontam a promoção da cultura no país e a geração de empregos e renda como impactos positivos desses negócios.
No entanto, mencionam a necessidade de políticas públicas voltadas à disseminação da leitura, assim como incentivos fiscais para a manutenção desses empreendedores.
Apesar da menor capacidade de investimentos, esses negócios obtiveram resultados como a ampliação do catálogo de autores disponível no país, inclusive com traduções de obras contemporâneas
mundialmente reconhecidas que não tinham espaço nas grandes editoras. Houve ainda aproximação com o público leitor por meio de estratégias como financiamentos coletivos, clubes de livros e uso das
redes sociais. “A editora independente é marginalizada no mercado. Então, ela está sempre tentando transformar esse mercado”, diz o editor e publisher da editora Autonomia Literária e da revista
Jacobina, Cauê Seignemartin Ameni. O florescimento de editoras independentes teve início há cerca de 10 anos, relata Cauê, que também é um dos organizadores da Festa Literária Pirata das Editoras
Independentes (Flipei). “O independente sempre foi muito marginal e, aí, veio com força após 2015”. Após a ocorrência de crises no setor de livros, como a recuperação judicial das livrarias Cultura e
Saraiva, em 2018, grandes e pequenas editoras foram impactadas e tomaram calotes. Nos últimos anos, entretanto, levantamento da CBL apontou expansão do mercado editorial e livreiro no país,